sábado, 27 de outubro de 2012

O dia em que a URSS foi invadida pelo Exército Nazista

Em 21 de junho de 1941, um soldado alemão de idéias antifascistas de nome Alfred Liskov deserta de seu exército. Às 21:00 ele cruza a fronteira e se rende aos guardas da fronteira soviética. O soldado queria avisar de planos iminentes que acabara de conhecer: que naquela madrugada a Alemanha Nazista iria lançar uma ofensiva militar contra o território soviético.


Os homens que interrogaram Liskov duvidaram de sua confiabilidade e não levaram a informação a Moscou. Antes de terminar todo o interrogatório começaram a surgir os primeiros sons da artilharia nazista.

Então, em 22 de junho de 1941, às 04:00hs, sem uma declaração de guerra, a Alemanha Nazista invadiu a União Soviética. Bombardeando Riga, Kaunas, Vilnis, Zhitomir, Kiev, Sebastopol e muitas outras cidades, malhas ferroviárias, aeroportos, bases navais, guarnições de fronteira e áreas militares perto da fronteira do mar Báltico. Em cinco horas as tropas alemãs cruzaram a fronteira da URSS e lançou uma ofensiva sem precedentes. A Grande Guerra Patriótica estava no começo.

Durante as primeiras horas a Força Aérea Soviética perdeu 1.200 aviões, das quais cerca de 900 foram destruídos no chão (66 pistas de pouso foram bombardeadas). Nessas primeiras horas começaram atrocidades bestiais contra a população civil, aldeias foram queimadas e seus moradores eram mortos da forma mais terrivéis para desestabilizar emocionalmente a população.

Muitos soldados foram mortos logo na primeira batalha, sem um único tiro, mesmo sem ver o inimigo. O ataque nazista surpreendeu e quase foi falta para a pátria comunista. Ao meio-dia foi transmitido pelo rádio um discurso de Molotov e o povo soviético ouviu atentamente com horror esta notícia:

"Hojem às 4:00hs, sem apresentar qualquer reclamação contra a União Soviética e nem declaração de guerra, as tropas alemãs atacaram nosso país, atacaram nossas fronteiras em muitos pontos e bombeardeado com aviões as cidades de Zhitomir , Kiev, Sevastopol, Kaunas e outras. Foram mortas cerca de 200 pessoas e feridas mais tantas outras". "Em resposta, eu, em nome do governo soviético declaro que a Alemanha desrespeitou nosso país em posição pacífica, e assim, a Alemanha torna-se em um agressor". "Essa guerra é imposta a nós e não entendemos que não é o povo alemão nosso agressor, os trabalhadores, camponeses e intelectuais desse país. Nós entedemos bem que o sofrimento causado aos escravizados franceses, tchecos,, polacos, sérvios, noruegueses, belgas, dinamarqueses e ao próprio povo alemão é obra de uns poucos sanguinários governantes fascistas que se apoderaram da Alemanha". "O governo soviético acredita firmemente que todas as pessoas no nosso país, todos os trabalhadores, camponeses e intelectuais, homens e mulheres reagem com devido conhecimento de seus deveres para trabalhar. Todos os povos de nossa pátria devem estar unidos, e unidos como nunca antes. cada um de nós deve exigir de nós mesmos e dos outros disciplina, organização, dedicação, digno de patriota soviético, para garantir que todas as necessidades do Exército Vermelho, Marinha e Força Aérea para garantir uma vitória sobre o inimigo. "e terminou: ".. Nossa causa é justa O inimigo será derrotado a vitória será nossa."

Esse 22 de junho se converteu, assim, no  dia mais difícil da história soviética. Ninguém ficou indiferente à notícia. Cada pessoa contribuiu com a resistência e exprimiu a indignação ao modo de cada um, todos com sentimentos mistutados com medo, desgaste, luta, tristeza, mas também muita alegria e amor pela pátria.

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